Homenagem a Iara Melo

 

 

 

 

GARANHUNS - PE - BRASIL "ONDE O NORDESTE GAROA"

 

Garanhuns, Avenida Santo Antônio,

 

 Rui Barbosa,

 

Dantas Barreto...

 

Trabalho e Pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

Arte Final: Iara Melo

 

 

 

 


 
O nome Garanhuns é de origem indígena - Guará/pássaros e Nhu/campos - pássaros dos campos, portanto. Os índios Cariri habitavam a região até o século XVII. De povoado de Santo Antonio de Garanhuns, passou a Vila em 1811, através da Carta Régia de 10 de março daquele ano. A categoria de cidade veio em 1879, através da Lei Nº 1.309 e município autônomo em 7 de janeiro de 1893.


A chegada do general Dantas Barreto ao comando do Governo de Pernambuco, em 19 de dezembro de 1911, trouxe à vida pública um jovem advogado, nascido no dia 29 de agosto de 1886, no distrito de Brejão, Garanhuns, que teve uma trajetória vitoriosa no cenário político do Estado. Aos 25 anos, Antonio da Silva Souto Filho foi convocado pelo governador para assumir a Chefia do seu Gabinete. A conquista é o objetivo do jogo político. Souto Filho soube, como ninguém, se manter no cargo com desenvoltura, conquistando amizades que lhe renderiam muitos dividendos eleitorais em várias regiões do Estado num futuro próximo. A geografia política foi traçada além dos limites de Garanhuns - a 235 km do Recife - onde já estava plantada a semente do poder pela sua família há vários anos. Seu pai, coronel Antonio da Silva Souto, foi o primeiro prefeito eleito de Garanhuns, após a proclamação da República, dirigindo o município de 1893 a 1895.


Nessa primeira eleição, o chamado "Governo Autônomo", além do prefeito, tinha o subprefeito e o legislativo - Conselho Municipal -, composto de nove representantes. Na disputa eleitoral seguinte, o grupo político do coronel Souto conseguiu eleger, em 30 de setembro de 1895, o professor Manoel Antonio de Azevedo Jardim. Ainda criança, Souto Filho observava de perto as movimentações políticas do pai, que sentia muito prazer em ver aquele menino "interessado" no assunto, já que era o único varão. Marieta, Eurídice, Amabília e Alice - depois casada com o coronel Euclides Dourado, que viria a ser prefeito de Garanhuns - completavam sua prole. Garanhuns, na época, ainda não tinha o curso de Humanidades - equivalente ao ensino médio. Por isso, Souto Filho foi estudar no Ginásio Alagoano, em Maceió, em busca do seu passaporte para prestar exames à Faculdade de Direito do Recife.


A Rua das Cruzes - hoje Rua Diário de Pernambuco - era uma das localidades que abrigavam repúblicas de estudantes, principalmente da Faculdade de Direito. O terceiro andar de um prédio próximo ao Diário era dividido por Gilberto Amado, seu irmão Gileno, Alfredo Cabral, outro sergipano e Souto Filho. Em seu livro Minha Formação no Recife, Gilberto Amado descreve Souto Filho como "...magríssimo, pequenino, animado de uma mobilidade de inseto, humorista de aldeia e jogador de pôquer nato. A bílis que o fígado lhe secretava devia ser mais abundante do que a necessária ao organismo minúsculo. Queria porejar-lhe da pele saturnina". Amado não gostava de conviver com Souto Filho. Mesmo assim, nunca tiveram grandes desentendimentos.


Extrovertido, Souto Filho tinha uma mania que tirava o sono dos seus companheiros. De volta das noitadas do pôquer, ele, em plena madrugada, caminhava até a janela do quarto de Gilberto Amado e, com alguma dificuldade - tinha cerca de um metro e 60 de altura -, desancava discursos para uma platéia imaginária, lá da rua, contra a oligarquia de Rosa e Silva. O nome do senador e o dos seus comandados eram fortemente atacados pelo orador, que gritava freneticamente da janela, causando espanto aos poucos que passavam por aquela rua em tão adiantadas horas. A tribuna era ocupada sempre que os jornais de oposição faziam qualquer tipo de denúncias contra os rosistas. Ele soltava o verbo. Algumas vezes, funcionários do Diário - que pertencia a Rosa e Silva - apareciam na janela e, vez por outra, alguém gritava: "Cala a boca, burro!". Souto Filho não se incomodava, nem se intimidava: continuava a sua pregação contra aqueles que já eram seus adversários políticos em Garanhuns.


Em 1905, um ano antes de conhecer Gilberto Amado, ele redigiu, ao lado de Artur Brasiliense e Tomás Vila Nova, o primeiro jornal da sua terra, O Garanhuns. Em 1909, redigiu O Sertão e, em 1911, O Jornal. Souto Filho, jornalista, carregava nas tintas dos jornais de Garanhuns a sua cruzada contra Rosa e Silva, exceto em O Sertão, no qual relacionou, entre outros, o nome do conselheiro para concorrer à Presidência da República, tese que lhe custou muito caro, anos depois. Certo dia, de volta à pensão, foi impedido por Gilberto Amado de prosseguir usando a "sua" tribuna. "Daqui você não berra mais", determinou Amado. Souto Filho profetizou: "O que você quer é entrar para o Diário". Perdeu a tribuna, mas acertou na mosca: em poucos dias, o colega ganhou uma coluna, Golpes de Vista, no jornal.
O sergipano, querendo se livrar do companheiro incômodo - ele passou a chamá-lo de "diabinho de Garanhuns" - foi morar numa pensão mais confortável, à beira do Capibaribe, no bairro da Várzea. O salário pago pelo Diário tinha melhorado o seu padrão de vida, em pleno 1907. Ainda faltavam dois anos para Amado terminar o curso de Direito.


Souto Filho fez o último pagamento de matrícula da Faculdade de Direito na Alfândega de Pernambuco, no valor de Rs. 50$000 - cinqüenta mil réis. Aluno destacado, obteve grau 9 em todas as cadeiras do curso. Tinha uma predileção por Direito Criminal, mas qualquer publicação sobre finanças públicas o atraía com facilidade. Concluiu o curso em dezembro de 1908, juntamente com outros 132 bacharéis, sendo 74 de Pernambuco, dois de Minas Gerais, 10 do Piauí, 27 da Paraíba, sete de Alagoas, dois do Rio de Janeiro, seis do Maranhão, três do Amazonas, cinco do Rio Grande do Norte, três do Ceará, um de Sergipe, um do Pará, um de São Paulo. Uma curiosidade: o bacharel Pedro Luiz Corrêa de Araújo tinha nacionalidade francesa. Alguns de seus colegas tiveram projeção nacional, dentre eles, o paraibano José Américo de Almeida e o pernambucano Trajano Chacon, assassinado durante o Governo de Dantas Barreto.


Diploma na mão, Souto Filho dividiu seu trabalho na advocacia entre Garanhuns e o Recife. No Interior, fez opção pelo atendimento a clientes pobres de toda a região do Agreste Meridional, principalmente presos que haviam cometido pequenos delitos e não tinham condições de arcar com os honorários de advogados. No Recife, montou escritório juntamente com Souza Filho, seu grande amigo petrolinense. Os dois fundaram e dirigiram o jornal A Rua, que circulou de 1922 a 1928.


No início da tarde de 11 de dezembro de 1911, o jornalista Assis Chateaubriand[7] saiu apressado da casa do conselheiro Rosa e Silva, seu patrão no Diário de Pernambuco, levando um recado de Chiquinho Rosa e Silva, filho do conselheiro, ao governador Estácio Coimbra: ele deveria abandonar o poder e deixar a Cidade, imediatamente. Os partidários de Dantas Barreto tinham tomado as ruas do Recife, em grande agitação, e havia focos de incêndio em vários locais. A insatisfação popular vinha se avolumando desde os resultados das eleições de 5 de novembro, que apontaram Rosa e Silva como governador, com 21.613 votos, contra 19.385 obtidos pelo general. Em todo o Estado havia denúncias de fraude em favor do conselheiro, uma prática comum na chamada República Velha. Quando Chateaubriand chegou à sede do Governo, Estácio já havia fugido e tentava resistir na chefatura de polícia. Ao receber o recado de Chiquinho, o governador entregou os pontos: à noite, embarcou no navio Aquidabã e refugiou-se em Barreiros.


Rosa e Silva dominou a política de Pernambuco durante 16 anos. Em 1886, aos 29 anos, foi eleito para a Assembléia Geral, pelo Partido Conservador, que dominava a política nacional e no Estado era financiado pelo seu pai, Albino Silva, um rico comerciante. Com o término do mandato de Barbosa Lima, em 1894, Rosa e Silva "elegeu", sucessivamente, Gonçalves Ferreira, Sigismundo Gonçalves e Herculano Bandeira. Eleito para o senado em 1903, o conselheiro não trocava por nada sua vida no Rio de Janeiro. Nas suas viagens anuais para a Europa, de passagem pelo Recife, recebia os "seus" correligionários no próprio navio, não pondo os pés em terra firme. E foi nos arredores de Paris que ele recebeu uma péssima notícia: o Partido Republicano Conservador lançara o nome do general Dantas Barreto, ministro da Guerra de Hermes da Fonseca, para a sucessão de Herculano Bandeira. Uma afronta ao conselheiro. A bordo do navio Amazon, ele chega ao Recife, no final de agosto de 1911, assombrado com a crescente aceitação da candidatura Dantas Barreto e o silêncio de Hermes da Fonseca sobre o episódio.


Para ganhar tempo e estancar a escalada do general, manda Herculano Bandeira renunciar ao Governo, alegando motivos de saúde. O seu sucessor imediato, Antonio Pernambuco, presidente do Senado Estadual[8], também renuncia, alegando os mesmos motivos. Assume o poder o presidente da Câmara Estadual, Estácio Coimbra. Com isso, antecipa legalmente as eleições de 7 de dezembro para 5 de novembro. E mais: ele próprio seria o candidato. As manobras não adiantaram. Nem a força da propaganda no Diário de Pernambuco, de sua propriedade.


Emídio Dantas Barreto nasceu no município de Bom Conselho, antigo Papacaça. Com apenas 15 anos, em 1865, atendeu ao chamamento do Governo brasileiro que mobilizava pessoas, mesmo do meio rural, para participar da guerra contra o Paraguai: alistou-se no Corpo de Voluntários da Pátria. Após a vitória na guerra, dedicou-se à carreira militar. Chegou à patente de general-de-brigada, em 1906, graças ao seu empenho na guerra de Canudos. Quatro anos mais tarde, era ministro da Guerra de Hermes da Fonseca. De olho no Governo de Pernambuco, Dantas Barreto consegue apoio dos militares e do Governo Federal às suas pretensões: era chegada a hora de acabar com a oligarquia de Rosa e Silva. Derrotado nas urnas, não aceitou o resultado, alegando fraude. A população estava ao seu lado e o Exército também: homens armados, vindos do Interior para dar segurança aos rosistas, foram presos por soldados do Exército por ordem do comandante militar, general Carlos Pinto. Era o apoio de que precisava para dar o golpe mortal em Rosa e Silva. Os dantistas, de vassoura em punho - Vassourinhas foi o hino da campanha - ameaçavam os membros do Congresso Estadual para que referendassem o nome do general. Dos 45 congressistas, 30 fugiram e os 15 restantes atenderam, placidamente, os reclamos do povo. No dia 19 de dezembro, Dantas Barreto era empossado governador.

http://www.katatudo.com.br/buscas

 

A região ganhou o nome de Cariri por causa do extenso vale habitado antes pelos índios Cariri. O Cariri é uma região representativa do sertão, pois diversos aspectos do clima, geologia e flora sertaneja se concentram nessa área. Embora o nome se inspire no vale verde cravado em seu coração, o Sertão do Cariri é território da seca.
http://www.jangadabrasil.com.br


Corre a lenda cariri de que uma índia estava para se casar, porém o pretendente desconfiou de que a sua virgindade não mais existia, era conversa em língua estrangeira, coisa desconhecida, razão por que não podia aceitar novo estado civil que lhe trouxesse ridículo e opróbio. E deu o fora solene, sem mais complicação nem considerações. Outros noivados se sucederam até que um deles tomou atitude de segurança e seriedade menos comum. É que o filho de chefe da tribo diferente se apresentava como noivo.


A jovem índia era de real beleza e vivacidade tão notável que chamava a atenção de todo mundo. Mas alguém disse ao ouvido do rapaz o que se propalava sobre a reputação da moça. Houve movimento diplomático entre as tribos. Conferências, encontros e, por fim, a providência definitiva — e que de uma vez por todas pusesse termo àqueles sussurros impertinentes, malévolos e, sobretudo, prejudiciais à moral da pequena selvagem pronta para as núpcias.


O tabu da virgindade pré-matrimonial teria de ir a limites imprevistos. Era preciso tomar uma medida clara e de certa urgência ante as maneiras apaixonadas do noivo que se mostrava exaltado e muito capaz de cometer loucuras. Então é quando os pais aflitos resolvem entregar a noiva aos cuidados da serpente karukê. Ela é que tinha poderes sobrenaturais para completo reconhecimento sobre a virgindade da índia candidata ao matrimônio — e que atravessava crítica fase de desconfianças públicas e particulares necessárias do mais indisfarçável senão total esclarecirnerito. Karukê ficou encarregada de fazer a grotesca verificação pericial. Não podia recusar o serviço que lhe era reclamado.


Sabia-se que essa cobra de origem divina pertencia ao deus do Amor e por este motivo especial devorava as moças que teriam tido a infelicidade de perder a virgindade antes do casamento Fez-se a "operação" em todos os seus estilos. Constatou-se que a jovem se encontrava intata. Encontrava-se digna de casar com um moço de honra. Então a cobra recebeu muitos presentes das tribos interessadas no consórcio e numa noite de lua cheia se realizou o resto da cerimônia com todo o seu complicado ritual.


Não é de estranhar que já nesse tempo selvagem existisse gabinete para exame médico-legal?
A serpente karukê fazia parte da raça que vivia à margem do Piancó, isto é, vivia sob a proteção e cuidados das tribos que ocupavam a região, deles merecendo respeito e considerações constantes. Era réptil útil. Não fazia mal. Dispunha de poderes divinais — e teria sido, pela sua especialidade, a primeira profissional brasileira que se dedicava à. prática do exame pré-nupcial. Apenas com a diferença de que devorava, invés de mandar ir embora pelos caminhos de Deus. Ou do inferno.

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

Marinha Grande – Portugal

 

 

 

 

 

 

 

 

Garanhuns - Meu Doce Saudoso Lar

 

Iara Melo

 

 

Em pleno Pernambuco, Estado muito visitado em razão de suas belas praias e temperaturas elevadas, encontra-se uma cidade cuja temperatura varia de 9ºC no inverno a 25ºC no verão. Embora pareça mentira um município do Nordeste ter temperaturas amenas, são estas as características de Garanhuns.

Distante 230 km de Recife, capital de Pernambuco, Garanhuns fica no Planalto da Borborema, no Agreste Meridional a 896 metros acima do nível do mar.

O clima típico de uma "cidade de inverno", semelhante ao de Campos do Jordão (SP), é explicado pela localização geográfica. Guaranhuns fica sobre sete colinas - Monte Sinai, Triunfo, Columinho, Ipiranga, Antas, Magano e Quilombo.

Como se já não bastassem o clima e a paisagem típica das regiões montanhosas, Garanhus fica sobre uma reserva hidromineral, onde há várias fontes de água mineral.

O FESTIVAL DE INVERNO DE GARANHUNS, se constitui num dos maiores eventos sócio-cultural e artístico do país.

Sem exagero e quem conhece concorda, Garanhuns é uma das cidades mais belas do Brasil. Qualquer época é propícia para conhecer a "Suiça Pernambucana", mas para quem aprecia música, pintura, teatro, artesanato, literatura e tudo o que há de bom em matéria de cultura, participar do FIG - "Festival de Inverno de Garanhuns", que acontece todos os anos no mês de julho, é beber da mais pura fonte cultural de sabedoria, beleza e prazer.

Só não esqueça de levar agasalho, o friozinho é forte, a chuva intermitente, porém nada disso impede que desfrute dos mais variados excelentes espetáculos, nos diversos palcos espalhados na "Cidade das Flores", do "Clima Maravilhoso", na "Capital do Agreste Meridional". Vale a pena visitar, conhecer a minha querida Garanhuns, “Onde o Nordeste Garoa” e tomar um saboroso chocalate quente ao som de Osvaldo Montenegro, Elba Ramalho, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Belchior, Fagner, Milton Nascimento, Maria Rita, Leila Pinheiro e tantos outros grandes nomes da nossa MPB.

Iara Melo
Portugal, 10 de outubro de 2007
P. S.: A Carlos Leite Ribeiro o meu maior agradecimento pela homenagem e dedico este trabalho aos meus conterrâneos residentes em Garanhuns e principalmente aos que, como eu, por motivos diversos encontram-se distantes "do seu jardim".
 
 

 

De: Iara Melo Para: "O MEU JARDIM"

Saudades do Meu Jardim…

Iara Melo
 

Sinto o peito
Arfando, doendo, maltratando,
Instigando…
Angústia desvairada adentra
Peito afora
Sem piedade, sem dó de mim.
Saudade é o teu nome
Das terras distantes,
Berço dos meus encantos
Da relva que amacia-me
Âmago.
Saudades do cheiro da terra,
Do mar morno,
Das cachoeiras caudalosas
Das noites cintilantes,
das madrugadas afora...
Do verão sempiterno,
Do agreste dos meus dias.
Lembranças desordenadas
Invadem, contaminam,
Contagiam.
Olhos padecem
Escorrem-lhe lágrimas
Sem freios,
Desmesuradas.
Sinto o acabar das forças
Agonizando pensamentos.
Reflito agonizada
Em sofrimento
O que fazer distante
Do afago materno,
Do manso falar paterno,
Das margaridas floridas
Do meu jardim?

No jardim vazio
De minha alma
Esperança reacende,
renasce,
Confiança de um dia
Rever-te, voltar-te
Sorrir-te
Saudade, peço-te:
Devolve-me ao meu jardim.
 
 
Portugal/2007
 
 
 

 

 

 

 

Livro de Visitas

Índice

FUNDO MUSICAL:  AI QUE SAUDADE DE "OCÊ"

COMPOSITOR: VITAL FARIAS

INTÉRPRETES: ELBA RAMALHO, GERALDO AZEVEDO E

ZÉ RAMALHO

ARTE FINAL: IARA MELO

 

 

 

 

 

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